INTELIGÊNCIA EMOCIONAL 4.0

Eu me recordo deste tema quando buscávamos conteúdo e contexto para fornecer aos vendedores pilares em que pudessem sustentar o sempre árduo e complexo trabalho de vendas. Estruturávamos conceitos de autoconhecimento, para que o profissional compreendesse de forma mais ampla suas habilidades e suas carências que ocasionavam perda de negócios, ou ganhos. Um aspecto que mais destacávamos era a capacidade de auto motivarem-se, talvez a primeira coisa a fazer ao acordarem e verem-se no espelho.

Automotivação é a competência, habilidade que Goleman (1995) inclui como um dos cinco elementos que precisam ser trabalhados para o desenvolvimento de uma mente emocionalmente inteligente. Comparando em um quadro sinótico com outas visões (Gardner 1983; Mayer & Salovey 1990; Bradberry&Greaves 2009) estas não dão o destaque que Goleman dá à automotivação como elemento a ser trabalhado. Assim como nós acreditamos e citamos anteriormente. Para os times de vendas, valia como um mantra:

“O vendedor deve encontrar as próprias razões de estar motivado para o que vai fazer, e entusiasmar-se para vencer!”

Porque “motivação é o processo responsável pela intensidade, direção, e persistência dos esforços de uma pessoa para o alcance de uma determinada meta….”

Por vezes, me parece que a atribuição de “emocional” à uma “inteligência” serve apenas para incluir um novo atributo, mais uma das múltiplas inteligências que o grupo de pesquisadores de Harvard com Howard Gardner à frente descreveram na década de 80.

Mas linhas de pesquisa, pensamento e de construção de modelos da Inteligência Emocional que se seguiram, tiveram sucesso no entendimento que a inteligência por si só, não constituía na garantia de sucesso das pessoas.

A medição da inteligência (QI), que atravessou o século passado com o pioneirismo de Alfred Binet e Théodore Simon (1905-1911), saltando para David Wechsler (1949), que havia rejeitado o conceito de “idade mental” e publica suas escalas de inteligência para crianças e adultos, com avaliações verbais de desempenho em áreas como compreensão verbal e espacial, memória e velocidade de processamento.

Mais recentemente (2011) estudos da University College London e do Centre for Educational Neuroscience, na Inglaterra, envolvendo ressonância magnética do cérebro de jovens, mostraram que o QI pode aumentar ou diminuir na adolescência. A descoberta derruba a percepção de que a habilidade intelectual é um limite fixo e imutável. Importantes correntes de pensamento descontinuam esta forma de medição por não ser completa na avaliação de pessoas e desconexa com as novas exigências de aprendizagem.

Voltamos então ao tema – Inteligência Emocional e seu conceito:

“…capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.” (Goleman, 1998)

“Inteligência emocional é o “algo” em cada um de nós que é um pouco intangível. Afeta como gerenciamos o comportamento, navegamos nas complexidades sociais e tomamos decisões pessoais que alcançam resultados positivos. (Bradberry&Greaves, 2009)”

Também preferimos dividir os elementos a serem trabalhados para o desenvolvimento da Inteligência Emocional em Competência pessoal e Competência social, assim descritos:

  • Automotivação – dirigir as emoções a serviço de um objetivo ou realização pessoal.
  • Autoconhecimento emocional – é a sua capacidade de perceber com precisão suas emoções e permanecer ciente delas à medida que elas acontecem.
  • Autogestão – controle (e transformação) da emoção, constitui o aspecto mais facilmente reconhecido da inteligência emocional – é a aptidão para lidar com os próprios sentimentos.
  • Habilidades sociais – interação com outros indivíduos utilizando sua capacidade de entender o humor, o comportamento e os motivos de outras pessoas, a fim de melhorar a qualidade de seus relacionamentos. Capacidade de captar com precisão as emoções de outras pessoas e entender o que realmente está acontecendo.
  • Empatia – Capacidade de usar a consciência de suas emoções e das emoções dos outros captando variações emocionais nem sempre evidentes, para gerenciar interações com sucesso.

Então concluímos:
O emocional é uma intenção do intelecto.
A inteligência dá direção à emoção.

(Kartur Sol 2020)

Saudações, até o próximo post!
Kelly Cevallos- Coach ICA

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