Desafios e Oportunidades

Fiquei tocada maravilhada com a abordagem sobre Quociente de Adversidade, quando a conheci no Curso Líder Coach com Deisi Nara, no Instituto de Coaching Avançado – ICA. Já se vão alguns anos, mas o tema continua muito atual, principalmente na minha vida e atuação, como Coach.
Você já ouviu falar em (QA) Quociente de Adversidade? Trata-se de uma das competências mais desejadas pelas organizações no mundo competitivo atual.
O termo foi dito pelo especialista em liderança, Paul Stoltz, presidente da Peak Learning, uma empresa de consultoria global fundada por ele em 1987, nos Estados Unidos, mas não foi exatamente no ambiente empresarial que percebeu o QA, foi nos seus reveses como alpinista.
Stoltz alcançou o reconhecimento mundial ao escrever dois best-sellers relacionados ao assunto. O primeiro e mais importante foi publicado com o título de O Quociente de Adversidade: como transformar obstáculos em oportunidades. O livro deu origem ao termo QA e foi o estopim para despertar o interesse do público corporativo, que é uma abordagem significativa para os clientes que nos procuram para o coaching, pois intencionam mudar de carreira, ou simplesmente não querem mais a forma que vem atuando em seus negócios e vida.

“Os grandes saltos e avanços não provém do sucesso. Mas da adversidade, do fracasso, da frustração, às vezes da catástrofe e do modo como lidamos com eles e damos a volta por cima” (Johann Goethe)

Paul Stoltz presidente da Peak Learning, uma empresa de consultoria global fundada por ele em 1987.
Ele provocou uma verdadeira revolução através do seu livro: Adversity Quotient, em 1997, nos Estados Unidos neste livro ele apresentava o conceito de Quociente de Adversidade no sentido de que as pessoas despertam para a desacomodação, se querem uma vida mais significativa.
Agora em Desafios e Oportunidades, a tão esperada continuidade do best-seller, Stoltz aplica os princípios de sua brilhante teoria a um ambiente de desafios singulares, que é o local de trabalho, em consonância com as novas décadas e tempos rigorosos nas empresas de grande adversidade.

O Quociente de Adversidade, ou QA, é a medida da capacidade de lidar com a adversidade. O autor coloca que quem não consegue lidar com as adversidades na vida, se torna facilmente derrotado e emotivo; depois se afasta e para de tentar, entrando num ciclo de acomodação. Porém, quem lida bem com a adversidade torna um líder do presente e do futuro.
Além de ensinar a medir nosso QA, Stoltz nos mostra como aumentá-lo, e como utilizar estas ideias para trabalhar para nós e pela empresa.

COMO EXPANDIR SUA CAPACIDADE HUMANA

Em 1967 Gordon Moore, um dos fundadores da Intel, previu que a velocidade e capacidade dos computadores dobraria a cada 18 meses. Durante mais de 30 anos a lei de Moore foi verdadeira. Podemos atribuir as inovações à genialidade humana, porém criamos nossa própria prisão. Nós os consumidores, exigimos velocidade e capacidade maiores na nossa tecnologia. A mais nova tecnologia de ponta, nossos celulares são inimagináveis, se pensarmos um período de 10 anos! O que ouvíamos falar, já é uma realidade tudo se alterou, e a tecnologia dobra em meses.

A atualização de nossos sistemas operacionais humanos é totalmente necessária de maneira semelhante. Desempenho, agilidade, flexibilidade, resolução de problemas, processo decisório, inovação, otimismo e saúde, tudo isso se degrada. Em nenhuma parte da nossa criação ou formação cultural nos fornecerá um meio viável de atualizar nossos sistemas operacionais para poder explorar velocidades e capacidades cada vez maiores de atender as exigências que não param de aumentar. Contudo, atualizar é preciso! Lidar com a adversidade hoje, trata-se de uma das competências mais desejadas pelas organizações no mundo competitivo em que vivemos.

É impossível atender ao número cada vez maior de exigências apenas instalando mais softwares na forma de dados, conhecimentos e habilidades. A única maneira de atender a essas exigências é atualizar o sistema operacional, utilizando ao máximo o hardware existente e expandindo a sua capacidade de armazenar mais softwares.

Para fundamentar sua teoria, o autor chegou a entrevistar mais de 100 mil pessoas para descobrir porque algumas pessoas tinham sucesso na vida e outras permaneciam estagnadas. Dentre elas, havia muitos empreendedores; alguns falidos, outros bem-sucedidos.
Com base no resultado da pesquisa, Stoltz dividiu as pessoas em três grandes grupos de profissionais: os desistentes, os campistas e os alpinistas e escaladores. Trata-se de uma das competências mais desejadas pelas organizações no mundo competitivo em que vivemos.

Desistentes: pessoas que tem aversão a riscos; em geral, são profissionais que não suportam o peso da escalada profissional. Entre os exemplos citados pelo autor encontram-se os funcionários públicos e acadêmicos em geral da universidade pública (professores).

Campistas: Pessoas que de certa forma, estão presos à zona de conforto, buscam segurança e previsibilidade; não fazem nada mais do que o suficiente; perdem a motivação facilmente e, com isso, suas capacidades atrofiam; em caso de risco, os campistas estão sempre em cima do muro.

Alpinistas ou Escaladores: são aqueles incansáveis na sua escalada, os que não desistem nunca, os que estão sempre em busca de desafios, os que se recusam decididamente a fazer parte da média geral. Os alpinistas confrontam as adversidades enquanto os demais continuam pensando em novas possibilidades.

Uma das principais conclusões do autor demonstra o seguinte: 10% das pessoas situam-se na faixa dos desistentes; 10% são alpinistas e escaladores; 80%, a grande maioria, é essencialmente campista, ou seja, faz apenas o suficiente para sobreviver.

Os sintomas dos indivíduos e das empresas derrotados pela adversidade são facilmente identificados: resistência às mudanças, reclamações generalizadas, tendência a culpar os outros, aversão ao risco, sensação coletiva de impotência, ausência de responsabilidade e a síndrome de se tornar vítima, também conhecida como síndrome de Hardy, estão entre os mais comuns.

Segundo a revista Escalada Inteligente, Jerônimo Mendes fala sobre como obter estes resultados. A questão mais importante, segundo o autor, é saber “como” elevar o seu QA. Paul Stolz e o atleta Erik Weihenmayer, que conquistou fama mundial fazendo escaladas em grandes picos, a despeito da cegueira que o acometeu ainda criança, definiram os passos mais importantes para essa escalada. (https://bit.ly/2nrMUOb )

Na próxima semana o assunto será de ressalva deste –  Como elevar seu QA (Quociente de adversidade).

Texto organizado e produzido por Cleci Marchioro – Trainer Líder Coach do ICA – Instituto de Coaching Avançado e idealizadora da Rede Crescer DH.

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