Aconteceram alguns eventos nos últimos dias que me fizeram refletir sobre prestar serviço ou estabelecer uma relação de parceria com os clientes.
Sabemos que estamos enfrentando um momento de muitos desafios em termos de economia e mercado. Baixa nas vendas, empresas reduzindo o quadro de pessoal, alguns setores sendo mais impactados do que outros, mas o efeito é em cascata, e de uma forma ou de outra, atinge a todos.

Neste cenário percebo empresas se dando ao luxo de perder clientes!! E o mais surpreendente disso, é que ás vezes são os próprios donos ou prestadores do serviço que estão desalinhados, e não entendem a real importância do seu papel, deixando escapar a oportunidade de fidelizar um cliente ou muitas vezes por não estar com as pessoas da linha de frente preparadas em atender de forma diferenciada seus clientes.

O fato é que existe uma grande diferença entre prestar serviço e ser parceiro. Um colaborador que presta serviço, é um tarefeiro, executa muito bem todas as atividades de sua função no dia-a-dia de trabalho e ao final do dia vai embora, neste cenário atual é pouco!
Um colaborador parceiro da empresa a qual trabalha, vai além das tarefas, percebe o que pode ser melhorado, sugere, participa, se envolve, assume a responsabilidade por suas ações, revê processos e gera economia.

Ontem estive em uma reunião de Coaching executivo onde tive o seguinte relato: “tenho duas funcionárias que tem a mesma função. Solicitei a uma delas algumas informações importantes para uma reunião com a matriz, ela prontamente fez o solicitado e me entregou”. Na hora da reunião, percebi que precisava de mais informações e que teria que retomar alguns pontos em outro momento.

Em outro momento, estava com a mesma situação, mas fiz a solicitação a outra colaboradora, ela prontamente me disse que estaria fazendo que, além disso, sabia da diferença do modelo de relatório utilizado entre a matriz e a filial e completaria as informações para ficarem alinhadas na hora da reunião.

Perceberam a diferença? Uma estava executando a tarefa solicitada pelo seu líder – prestou serviço, a outra foi além, se imaginou na situação e agregou informação, resolveu um possível problema, teve visão sistêmica, estabeleceu uma relação de parceria com esse líder e está criando seu diferencial.

Outro exemplo, mandamos fazer os certificados de um curso que estávamos concluindo, um profissional executou a arte, passou por nossa revisão e foi encaminhado para uma gráfica imprimir. Acontece que na hora da impressão a cor estava muito clara e ficou ilegível. Como “bons prestadores de serviço“, imprimiram todos os certificados rapidamente e nos entregaram dentro do prazo estabelecido. Uma “excelente” prestadora de serviço!

Se fosse uma empresa parceira, teria impresso o primeiro certificado, percebido que o resultado não estava satisfatório. Teria ligado para nós e informado o que estava acontecendo e teríamos a possibilidade de alterar todo processo no início. Como uma empresa parceira, teria se colocado no nosso lugar, identificado esse problema e evitado todo o desgaste de tempo e recursos que aconteceram depois, quando tivemos que refazer todo o processo.

Seja você uma empresa ou um colaborador, pense um pouco sobre isso: você é um prestador de serviço ou parceiro da sua empresa ou de seus clientes?

Minha percepção é que para se manter no mercado, atualmente, precisamos ser muito mais que prestadores de serviço, precisamos realmente nos envolver e resolver o problema de nossos clientes e isso pressupõe parceria!

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