Há uma lenda que trata do horror que Napoleão Bonaparte sentia por gatos. Conta-se que, durante a famosa batalha de Trafalgar, em 1805, o comandante inglês Horatio Nelson lançou setenta gatos selvagens no campo de batalha, o que desestabilizou tanto Napoleão emocionalmente a ponto de ele ter que ser retirado do front terrestre. Isso fez com que, sentindo profundamente a falta da aura de seu líder máximo, o exército francês viesse a sucumbir na batalha e perder totalmente o controle do Atlântico. Foi o início do fim da era napoleônica.

Os líderes também sentem medo. Os líderes também têm anseios. Os líderes também precisam lidar com suas frustrações e angústias. Os líderes têm e conhecem suas vulnerabilidades. E, ainda que sejam seres assim com necessidades tão mundanas, sabem que precisam estar junto de suas equipes, times, exércitos ou qualquer nome que o grupo de pessoas a ele/ela confiado possa ter, pois sua figura invoca segurança e confiança suficientes para que todos possam desenvolver o máximo de suas potencialidades.

O bom gerenciamento das emoções nas posições de liderança talvez seja o grande diferencial entre o líder de fato e o líder de direito. Esse é o líder imposto, que tem nada mais do que o “direito hierárquico” de exercer liderança. Aquele é o líder aceito espontaneamente pelo grupo. A liderança de fato está na presença não apenas física, mas também emocional, junto às pessoas ao redor do líder. É essa liderança que gera uma ressonância inspiradora de energia e de sinergia em uma equipe.

De um líder, podem depender dezenas, centenas, milhares de vidas. Que cada líder seja capaz primeiramente de ser um líder de si mesmo, dialogando com seu próprio ego, fazendo gestão de suas emoções e de seus próprios “gatos selvagens”.

Abraços,
Marcelo Pelissioli- coach formado pelo ICA

 

 

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