O trabalho que venho realizando nos últimos anos, na área de desenvolvimento de pessoas tem me proporcionado pensar e questionar sobre o que é sucesso. Percebo que sucesso é um conceito muito flexível, pois cada pessoa que o busca tem um conceito ou uma representação diferente sobre ele.

Para algumas pessoas, sucesso diz respeito a se autoconhecer (se encontrar), ou seja, a achar um sentido para suas vidas. Para outras, sucesso é sinônimo de ter uma condição econômica acima da média, o carro do ano, uma casa ou apartamento localizados no lugar de sua preferência, e assim por diante. Para outros ainda, tem mais sentido em relação ao prestígio profissional, a obter um cargo específico, muitas vezes de diretoria ou algo assim. Em outros casos, sucesso tem a ver com estar alinhado a um propósito maior e não está diretamente ligado a uma única área da vida. Esses são alguns casos, contudo e por certo, há muitos outros significados para o sucesso.

Nesta busca pelo entendimento do que é sucesso, deparei-me com um conceito de Robert Dilts, o qual diz que “no nível de ego e identidade, você é bem sucedido em qualquer área da sua vida na qual você tem a experiência interior de se sentir grato e generoso.” Nossa! Achei bárbaro! Para mim fez todo sentido!

Pessoas de Sucesso são gratas pelo que elas têm, ou seja, percebem e valorizam o que têm. E isso, com certeza, representa uma quebra de paradigma muito grande, pois somos culturalmente ensinados a sempre querer mais, como se o que temos nunca é o bastante. Estudar mais, construir mais, passar no próximo concurso, ter o carro mais novo, o celular mais moderno, o maior cargo possível, um corpo impecável, uma família perfeita… ok! Querer avançar é realmente importante, todavia, reconhecer onde estamos na nossa caminhada, nossa construção, sermos gratos a toda evolução que já tivemos em nossa vida é fundamental. Entendi que esse é um dos componentes interiores do sucesso. Sermos gratos ao que já temos, nos leva a níveis ainda maiores!

O outro componente que é a generosidade diz respeito a sentir que temos o suficiente do que precisamos e que podemos compartilhar com outras pessoas esses recursos em diversos níveis: dinheiro, tempo, conhecimento, energia, criatividade, amor… Isso representa uma mentalidade de abundância, outra quebra de paradigma, pois a maioria das pessoas ainda vive uma mentalidade de escassez. Eis aqui alguns exemplos de mentalidade de escassez: pessoas que trabalham muito para acumular riqueza, mas nunca sentem que têm o suficiente, ou têm muito medo de perder. Há também, pessoas que estudam muito, mas nunca se sentem prontas para atuar profissionalmente, ou ainda, aqueles que nunca têm tempo para uma ação social, e assim por diante.

Dessa forma convido a todos para refletirem: em que áreas da sua vida você se sente grato e generoso?

Vamos entrar no fluxo da abundância, reconhecer e valorizar o que temos e compartilhar com as pessoas a nossa volta. Seja a mudança que você quer ver no mundo!

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